O diretor presidente da Copel Distribuidora, Vlademir Daleffe, afirma que a tarifa da estatal é uma das mais baratas do Brasil. "O que eleva o preço são tributos, encargos setoriais, compra de energia pelo governo em leilões, coisas sobre as quais não temos controle. Das 20 maiores distribuidoras, temos a mais barata."
Daleffe diz que o último reajuste para a indústria foi de 40% e nenhum centavo representou maior ganho para a Copel. "O que ocorreu é que foi preciso pagar pelo aumento de custo da Itaipu, causado pelo maior risco em contratos devido à crise hídrica, e pela alta do dólar. São duas coisas que não atingem a tarifa do Nordeste, por exemplo, porque a Itaipu abastece Sul, Sudeste e Centro-Oeste", lembra o presidente, que inclui ainda a conta de fundos setoriais, que também fica com as regiões mais ricas do País.
Sobre o valor da energia elétrica nacional, Daleffe acredita que países como Argentina e Canadá, que têm custos mais baixos, têm grande disponibilidade de recursos naturais, como gás natural, no caso sul-americano, e investimentos já amortizados, no canadense. "Em médio e longo prazo, com a maturação do investimento em usinas hidrelétricas e com as eólicas e as solares com preços mais competitivos, não será tão caro", conta. Entretanto, a diferença já deve começar a aparecer em três anos, completa. (F.G.)

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