Para Copel, novo modelo energértico é positivo
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quarta-feira, 06 de fevereiro de 2002
Vânia CasadoEquipe da Folha 
Curitiba As medidas propostas para o setor energético no País ainda serão submetidas à audiência pública antes de serem regulamentadas. Mas os detalhes conhecidos até agora revelam que a Companhia Paranaense de Energia (Copel) terá um bom ano pela frente, em função dessas mudanças. Segundo o diretor de marketing da empresa, Lindolfo Zimmer, as medidas são positivas e estimulam a empresa a manter seu programa de investimentos.
Para 2002, a empresa pretende vender o equivalente a 200 Megawatts médios (MW), que é a energia excedente. Essa energia supera a capacidade instalada de 4.500 MW, que a Copel precisa para atender seus consumidores. A energia excedente pode ser vendida nos leilões públicos, se os mesmos forem criados, ou através de contratos bilaterais como já vem ocorrendo, afirmou Zimmer.
Segundo o diretor, a Copel tem condições de acompanhar as mudanças propostas para o setor energético, porque tem uma posição equilibrada e não depende nem da compra nem da venda de energia no mercado.
Por enquanto, as novas medidas anunciadas não muda muito a rotina da Copel. Mas Zimmer prevê bons negócios para a empresa a partir do ano que vem, quando ela pretende elevar a venda de energia excedente, com a importação da Argentina e a entrada em operação da energia gerada pela Termelétrica de Araucária. Esse foi o planejamento traçado pela empresa anteriormente, e o recuo do governo federal em criar um mercado de energia mostra que a Copel não estava errada, analisou o diretor.


