A Companhia Paranaense de Energia (Copel) não considera viável a abertura do mercado livre de compra de eletricidade para qualquer tipo de consumidor do País, sob risco de prejudicar o modelo de expansão da geração baseado no mercado cativo. O posicionamento da empresa se deve à divulgação da 2ª Pesquisa de Opinião Pública sobre Energia Elétrica, encomendada pela Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) ao Ibope, divulgada ontem pela FOLHA, que apontou que 72% dos consumidores gostariam de poder escolher de qual geradora comprar energia.
Conforme a nota da Copel, a diferença de 20% estimada pela Abraceel entre o custo da energia no mercado livre e no cativo é conjuntural, "uma vez que as distribuidoras estão incorporando na tarifa custos não gerenciáveis que foram suportados em anos anteriores. Em um cenário normal, essa diferença não seria tão acentuada. A sobra de energia existente atualmente decorre da redução do ritmo da economia".
Existem benefícios e riscos, conforme a nota da Copel. Para distribuidoras, a abertura do mercado livre reduziria o risco financeiro do gerenciamento da compra de energia. Porém, a legislação não permite que o insumo já contratado seja devolvido ao mercado cativo. Para geradoras, a vantagem é ampliar o mercado de venda. No entanto, a expansão da geração seria prejudicada por conta dos contratos de longo prazo com distribuidoras.

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