Para o aposentado Luiz Nakamura, o aumento dos preços dos combustíveis em Londrina é um indicativo de formação de cartel. Ele abasteceu seu veículo ontem à tarde no Posto Shangri-lá, depois de passar por outros dois estabelecimentos. ‘‘Nos dois, a gasolina custava R$ 1,55. Isso é combinação de preço, ou seja, cartel’’.
‘‘Este aumento é um absurdo. Mais uma vez o consumidor está sendo penalizado’’, reclamou o aposentado, que não vê motivos para a alta. ‘‘Fiquei surpreso e assustado’’, disse.
Para o analista de sistemas Anderson Saquetti, a fixação do ‘‘piso mínimo’’ caracteriza formação de cartel dos postos. ‘‘Ninguém pode fixar preço. Estamos numa economia livre’’, defendeu. Ele disse gastar R$ 15 por semana com combustível. ‘‘Perco quase três litros’’, calculou Saquetti, que pagava R$ 1,35 pelo litro da gasolina.
O professor universitário Mário Gabrille disse ter ficado chateado com a iniciativa da Arcom, de elevar os preços. ‘‘Esperava que a Associação fosse manter os preços e melhorar o atendimento’’.(C.L.)

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