Para comprador, há excesso de burocracia
A família do farmacêutico Tiago Bonfim Catanho da Silva está prestes a realizar o sonho da casa própria. Todas as etapas do roteiro já foram cumpridas e o contrato assinado. Resta apenas a desocupação do imóvel comprado, o que deve acontecer nos próximos dias.
A família fez questão de procurar uma casa no mesmo bairro onde mora atualmente, a Vila Casoni, na área central de Londrina. O imóvel foi avaliado em R$ 130.000,00, mas tudo ficou bem mais fácil porque a família entrou com R$ 70.000,00 de recursos próprios, restando, portanto, menos da metade para completar o valor.
Silva e o pai fizeram uma composição de renda para financiar a diferença. O empréstimo foi parcelado em 360 vezes. A primeira prestação será de R$ 600,00, aproximadamente, e a estimativa é que a última fique em torno de R$ 190,00. ''É quase o valor de um aluguel, com a vantagem de que agora o imóvel é nosso'', diz o farmacêutico.
Para cuidar de toda a parte burocrática, a família procurou a ajuda de um despachante. Esta etapa demorou cerca de dois meses. ''A gente preferiu esta assessoria porque o pessoal sabe o caminho, quais são os documentos necessários. É algo que exige muita paciência. A assessoria fez o trabalho mais penoso'', afirma.
Para Silva, a simulação não é tão simples como a Caixa sugere. ''Quando a gente faz a simulação em casa, sai de uma maneira, mas quando a gente vai ao banco, sai de outro jeito; é que tem as variações, percentuais, taxas e tudo o mais''.
Apesar dos pormenores, ele garante que valeu a pena. ''A casa própria era um sonho de todo a nossa família. Fomos atrás e encontramos um imóvel de nosso interesse. Este é o nosso primeiro patrimônio'', afirma o rapaz. (E.A.)





