As vendas da indústria brasileira cresceram 9,41% no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados dos Indicadores Industriais elaborados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgados ontem.
Em março, as vendas aumentaram 4,65% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Esses resultados, porém, não levam em conta os efeitos sazonais nos meses pesquisados. O presidente da entidade, Carlos Eduardo Moreira Ferreira, afirmou que o desempenho positivo da indústria nos primeiros três meses de 2000 consolida o processo de crescimento iniciado no fim do ano passado.
Se o resultado das vendas de março for considerado sem os efeitos sazonais do mês de fevereiro – que em 2000 registrou número de dias úteis maior do que o dos outros anos – o estudo indica queda na atividade industrial de 7,97%. Na avaliação dos economistas da CNI, essa é uma indicação distorcida porque nesse período o que ocorreu não foi uma retração, mas uma redução do número de dias úteis no terceiro mês do ano por causa do Carnaval.
‘‘As perspectivas para os próximos meses são favoráveis, principalmente por causa da melhora do consumo que está relacionada ao aumento do crédito e financiamento’’, disse o presidente da CNI. A elevação da demanda doméstica, o aumento das exportações e o processamento da safra agrícola maior do que em 99 foram indicados por Moreira Ferreira como as principais justificativas para a melhora do desempenho da indústria no início deste ano.
O presidente da CNI afirmou, porém, que apesar da melhora ainda existem riscos para a atividade industrial no País, que estão relacionados principalmente à manutenção das taxas de juros em 18,5% ao ano. ‘‘Ainda temos problemas, pois a elevação da taxa de juros nos Estados Unidos dificulta a queda dos juros no Brasil, sem falar da instabilidade dos preços do barril do petróleo no mercado internacional’’, afirmou.
Em março, o número de empregos criados na indústria de transformação registrou aumento de 0,19% em relação ao mês anterior. De acordo com o estudo, 7 dos 12 Estados pesquisados aumentaram as vagas.

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