Para CNI, consumo na indústria retrocederá 10 anos
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quinta-feira, 24 de maio de 2001
Agência EstadoDe Brasília 
A redução de 20% no consumo industrial de energia elétrica, tendo por base o ano 2000, significa retornar aos níveis de consumo do início da década de 90, afirmou ontem, na Câmara dos Deputados, o vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José Carlos Gomes Carvalho. Carvalho participou, juntamente com especialistas convidados pela Comissão de Minas e Energia e Frente Parlamentar Nacionalista, de um debate sobre a questão da energia elétrica no plenário da Câmara dos Deputados. Apesar de convidado, o governo não enviou representantes.
O vice-presidente da CNI chamou a atenção dos parlamentares para o fato de o impacto do racionamento sobre a atividade produtiva das empresas não se limitar aos efeitos diretos. A capacidade de produção de uma empresa pode ser afetada porque seus fornecedores ou compradores não estão sendo capazes de produzir adequadamente, disse. Carvalho também afirmou que uma redução de 20% no consumo de energia elétrica pelo setor industrial vai, na verdade, representar 25%, porque do ano passado para cá o nível médio de produção cresceu cerca de 7%.
O vice-presidente da CNI praticamente apresentou no debate a prévia de um plano que a entidade irá aprovar no próximo dia 29 e encaminhar ao governo. Nele a CNI solicita que o governo autorize que conjuntos de empresas situadas no mesmo subsistema interligado formem consórcios com o objetivo de cumprir, como grupo, o somatório das cotas estabelecidas para cada um dos seus membros.
A CNI também quer que a empresa tenha o direito de poder remanejar a utilização da energia entre suas unidades produtivas e que a cota de redução do consumo seja inferior a 20% para o segmento industrial de baixa tensão. A entidade ainda reivindica que os cortes punitivos para o setor produtivo sejam suprimidos e que todas as medidas do racionamento, inclusive as de natureza operacional, sejam prontamente explicitadas para diminuir a incerteza do mercado.


