Brasília - Os avanços do Mercosul ''foram inexpressivos'' em 2004, e a fragilidade do mercado comum sul-americano está atrapalhando acordos com outros blocos econômicos, afirma a edição de janeiro do boletim ''Comércio Exterior em Perspectiva'', divulgado ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A Unidade de Integração Internacional da CNI, que elaborou a publicação, lembra que o ano passado foi marcado por disputas comerciais entre Brasil e Argentina, os dois principais parceiros do bloco econômico. Entretanto, apesar das barreiras comerciais erguidas pela Argentina para conter o avanço das vendas brasileiras, o comércio do Brasil com os parceiros do bloco registrou uma forte expansão.
Assim, as exportações do País para o Mercosul cresceram 57,1% e as importações aumentaram 12,5% em relação a 2003. Com isso, o Brasil acumulou um superávit de US$ 2,51 bilhões nas trocas comerciais com Argentina, Uruguai e Paraguai.
O documento assinala que, na presidência pró-tempore do bloco, embora não obtivesse avanços na integração do Mercosul, o Brasil conseguiu evitar retrocessos no processo de livre circulação de mercadorias, sugerido pelos demais sócios, que desejavam adotar controles dos fluxos de comércio.
O documento observa que as negociações com a União Européia (UE) devem ser retomadas no primeiro trimestre deste ano. A razão principal para a falta de acordo, segundo o boletim, é que a União Européia resiste à ampliação das ofertas na área agrícola, e o Mercosul tem dificuldades de aumentar as ofertas nos setores automotivo e têxtil.

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