O crescimento econômico da América Latina e Caribe será em média de 4% no ano 2000, incentivado pelo crescimento do investimento estrangeiro e a aplicação de planos de ajustes, estimou esta sexta-feira em Cartagena das Indias (norte colombiano) o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Enrique Iglesias.
Iglesias, que participa como convidado especial da 14ª Cúpula de Presidentes do Grupo do Rio (G-Rio), encerrado ontem à tarde, explicou à imprensa oficial colombiana que a maior entrada de capitais estrangeiros nesses países alimentou a produção e a criação de empregos, facilitando uma ‘‘retomada notável’’.
Em breves declarações, destacou também que quase todos os países adotaram medidas muito duras de ajustes, que ‘‘eram necessárias’’ e que permitiram algumas melhoras nas economias latino-americanas. O BID foi um dos organismos financeiros internacionais que junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM) apoiaram a aplicação em junho de um severo plano de ajuste na Argentina, que no entanto provocou protestos sociais contra a medida. O plano de austeridade incluiu a redução dos salários de entre 12% e 15% de 140.000 funcionários públicos.

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