Na contramão dos home theaters (que unem áudio e vídeo) e dos populares microsystems (aparelho de som integrado), os consumidores de ouvidos exigentes preferem o som estéreo, utilizando apenas duas caixas acústicas. ‘‘Daí temos o retorno de um equipamento que se usava antigamente: o pré-amplificador, que decodifica o sinal para o amplificador, resultando em uma maior fidelidade do som’’, explica o arquiteto Weber Guimarães, um audiófilo assumido, que já fez, e continua fazendo, um bom investimento nos equipamentos de áudio que tem em casa.
  Segundo Guimarães, um sistema completo ‘‘aceitável’’ para um audiófilo fica em torno de R$ 70 mil. Já o som ‘‘ideal’’ pode chegar a R$ 1 milhão. Um dos objetivos de quem utiliza tais equipamentos é conseguir recriar a imagem do palco sonoro, ou seja, visualizar o posicionamento dos músicos durante a gravação.
  ‘‘Você sente o músico batendo o dedo na corda. Em várias músicas, sente o cara respirando’’, conta ele, que herdou do pai o gosto pela música e costuma ouvir vinil e fita de rolo. Existem gravadoras especializadas na produção de álbuns de alta fidelidade, que normalmente trazem a música clássica, o jazz e o blues.
  Guimarães afirma que hoje muitos recorrem ao exterior para adquirir equipamentos de alta fidelidade, mas já existem bons fabricantes brasileiros com preços mais acessíveis. ‘‘Eu, por exemplo, mandei construir caixas (de som) em Minas Gerais por US$ 3 mil (incluindo alto-falantes importados), que vão corresponder a uma caixa de US$ 30 mil no mercado’’, aponta ele, que faz parte de um grupo de aficionados por tecnologia e participa de um fórum virtual, através do qual está sempre trocando informações. (G.M.)

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