Curitiba - De acordo com dados divulgados ontem pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), apenas 3,2% dos combustíveis que foram comercializados (0,8% da gasolina, 0,8% do etanol e 1,2% do diesel) no Paraná em 2011 eram adulterados. Em 2000, segundo a ANP, 7,8% das amostras de gasolina analisadas pelo Programa de Monitoramento da Qualidade da ANP apresentavam irregularidades. No diesel, na mesma época, este índice chegou a 33% e, no etanol, a 2,5%.
''Antes era mais comum termos irregularidades constatadas, mas agora a quantidade é pequena. Quando se tem uma porcentagem de adulteração abaixo de 1% é considerado o ideal, inclusive em termos mundiais de análise da qualidade dos combustíveis'', destacou o superintendente adjunto de fiscalização da ANP, Aurélio Amaral.
A ANP garantiu que, mesmo com a queda no número de adulterações nos combustíveis, as ações de fiscalização são permanentes. Segundo Amaral, não existe um determinado número de fiscais do órgão por estado. Para a próxima semana, inclusive, a Agência prevê a realização de uma nova operação no Paraná. Entretanto os locais que serão vistoriados não tiveram o nome divulgado para não atrapalhar os trabalhos.
Somente no ano passado foram realizadas 748 ações de fiscalização no Estado. ''Assim como ocorre no restante do País, a grande preocupação é referente à sonegação de impostos e adulteração dos produtos. Trabalhamos em conjunto com outras entidades e realizamos as vistorias permanentemente'', disse.
A agência vem realizando ações de fiscalização no Estado em parceria com o Instituto de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e o Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem-PR). A última terminou ontem, finalizando com as vistorias dos estabelecimentos de Curitiba e região que tinham uma ligação com a empresa Power Bombas, de propriedade de Cléber Salazar, um esquema denunciado no dia 8 de janeiro.
Infrações
Segundo Amaral, a quantidade de ações do órgão tem aumentado a cada ano. Ele também afirmou que no ano passado foi criado o Comitê de Combate a Sonegação Fiscal na Comercialização do Etanol que, em conjunto com as secretarias estaduais da Fazenda, combatem a sonegação fiscal no mercado de combustíveis. Somente no ano passado, com os dados repassados por oito estados, foram lavrados autos de infrações referentes à este tipo de fraude no valor de R$ 513 milhões. Entretanto, segundo a ANP, quando todos os estados repassarem as informações, a estimativa do órgão é de que este valor chegue a R$ 1 bilhão. ''Temos um serviço de inteligência que está trabalhando do lado das secretarias e fazendo todo um levantamento de dados que comprova as irregularidades cometidas por alguns empresários. A sonegação é o principal problema do mercado, entretanto estamos atuando para coibir esta irregularidade'', destacou.
''Estamos fiscalizando todas as regiões. No Paraná, por exemplo, verificamos se existia alguma irregularidade em estabelecimentos de diversas cidades, como Umuarama, Londrina, Maringá, Cascavel, etc. A ANP sempre procura identificar focos ou indícios de adulteração, para preservar o consumidor'', finalizou Amaral.

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