Para analistas, inflação leva ao aumento da Selic
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sexta-feira, 07 de fevereiro de 2003
Agência Estado 
São Paulo A alta da inflação apurada em janeiro poderá estimular o Comitê de Política Monetária (Copom) a elevar a taxa básica de juros, ou, na melhor das hipóteses, mantê-la em 25,5% ao ano. Economista-chefe do ABN-Amro, Mário Mesquita, defende que se a opção for para o aumento que seja, então, uma alta mais agressiva como algo em torno de 100 pontos bases.
Segundo o economista, a atividade econômica continua baixa e, por causa disso, alguns agentes acham que o Banco Central (BC) está limitado. ''O BC precisaria dirimir esta dúvida, o que poderia ser feito com uma elevação de juros mais agressiva'', diz Mesquita.
O coordenador de macroeconomia da Caixa Econômica Federal, Edson Luiz Soares, acredita que seguindo o modelo macroenômico do BC, o Copom poderá elevar a taxa de juros em 0,5 ponto porcentual em fevereiro. No entanto, segundo o economista, o BC deveria manter a taxa de juros e aguardar o efeito dos últimos aumentos sobre a economia. Soares defende que os efeitos de uma mexida na taxa de juros sobre a economia leva de três a seis meses.
Esses efeitos, quando começassem a aparecer na economia acabariam reprimindo alguns aumentos, principalmente por causa do nível de rendimento médio, que continua alto e pela elevada taxa de desemprego. ''Além disso, o aumento da inflação em janeiro decorreu dos reajustes dos preços dos combustíveis. Se analisarmos o comportamento do núcleo da inflação por expurgo, que desconsidera os preços administrados que não sofrem impactos da taxa de juros, a tendência da inflação é de queda'', afirma o economista da Caixa.


