Analistas do mercado financeiro apostam que o Copom (Comitê de Política Monetária) vai manter os juros básicos da economia em 18,5% anuais, sem impor viés de alta ou de baixa da taxa.
O comitê abre hoje a sua reunião de maio com a leitura de relatórios sobre a evolução recente das economias brasileira e mundial. Na quarta, os oito diretores do BC decidem no voto a taxa válida pelos próximos 30 dias.
A avaliação do mercado financeiro é que as incertezas sobre o futuro da economia norte-americana vão obrigar o Copom a manter sua postura conservadora.
‘‘Todos os fatores de incerteza verificados pelo Copom em sua última reunião continuam presentes, a despeito dos bons resultados fiscais e índices de inflação’’, disse Mauro Schneider, economista do ING Bank.
Para Marcelo Allain, do Banco Interamerican Express, não há espaço para mudança na taxa.
Luiz Gonzaga Belluzzo, professor da Unicamp, vai além. ‘‘Se houver, atualmente, alguma pressão de mudança na taxa, é para cima, não para baixo’’, avaliou.
Na ata de sua última reunião, o Copom apontou três fatores de incerteza para não mexer na taxa: a alta dos juros dos EUA, a pressão sobre o preço do petróleo e o julgamento das ações que reivindicam correção sobre os saldos do FGTS para recuperar perdas de planos econômicos passados.

mockup