Não há uma relação coerente entre o acidente na plataforma P-7 da Petrobras e a forte queda verificada ontem nos seus papéis negociados na Bovespa. Essa é uma opinião quase consensual entre os analistas do setor consultados ontem pela Agência Estado. O motivo é que, apesar de mais um arranhão na imagem institucional da estatal, a plataforma em questão é inexpressiva dentro do bolo de produção total da companhia. Além disso, o vazamento, segundo a Petrobras, já está totalmente controlado.
‘‘A única explicação possível para essa forte queda é a de que os investidores aproveitaram essa notícia negativa num dia relativamente fraco no mercado para bater no papel’’, avalia o analista chefe do Pactual, Ricardo Kobayashi, ressaltando o fato de que a queda no início da manhã, de 5,68% para as ON e de 3,26% para as PN, foi maior do que a verificada no dia do acidente com a P-36.

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