Há três anos o analista de compras Luiz Alfredo Chiarato almoça em restaurante. Para ele, que é solteiro e mora com os irmãos em uma república, sai mais em conta comer fora do que preparar a própria comida em casa. A economia, de acordo com suas contas, é de aproximadamente 20%. ''Mensalmente, gasto cerca de R$ 350 no restaurante e em casa seria em torno de R$ 420, sem contar gastos secundários com gás e produtos de limpeza para a louça, por exemplo'', compara.
Ele conta que almoça no mesmo restaurante há dois anos de segunda à sexta-feira e algumas vezes até aos sábados e domingos. ''Só vario um pouco aos finais de semana'', diz. Entre os benefícios de comer fora, ele cita a comodidade, rapidez, variedade e companhia. ''Se fosse almoçar em casa, comeria sozinho, e isso é muito chato'', acrescenta.
Além desses pontos positivos, ele aponta que economiza o valor do combustível que seria necessário para ir até a sua casa para almoçar, visto que o trabalho fica bem distante, enquanto o restaurante é próximo, o que resulta em menos despesas com transporte. ''Comendo fora, eu otimizo o tempo que gastaria nos supermercados e também preparando a comida'', reitera.
Chiarato diz que quando fez o comparativo entre as duas possibilidades de almoço, há quase um ano, levou em consideração que no restaurante se come exatamente o que é colocado no prato, evitando o desperdício que acontece em casa. ''Quando preparava a minha refeição, acabava jogando muita comida pronta fora, como arroz, feijão e saladas, o que não acontece no restaurante, pois compro por quilo e consumo aquilo que coloquei na bandeja'', diz. Para ele, a relação custo-benefício do restaurante vale a pena. (A.V.)

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