Para Alcoopar decisão de ontem foi 'prudente'
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quarta-feira, 02 de agosto de 2000
Carmem Murara De Curitiba 
O presidente da Associação dos Produtores de Álcool do Paraná (Alcoopar), Anízio Tormena, classificou ontem de prudente a decisão do Ministério da Agricultura de reduzir de 24% para 22% a adição de álcool à gasolina, o que provocará uma economia imediata de aproximadamente 500 milhões de litros do produto. Não temos a quantidade suficiente de álcool para abastecer o mercado, pois a quebra na safra foi grande, avaliou Tormena.
Ele lembrou que a inclusão de 24% de álcool na gasolina foi uma medida adotada temporariamente, há 1,5 ano, pelo governo federal para ajudar os usineiros. Estamos voltando ao patamar original, afirmou.
Tormena disse ainda que nem mesmo a decisão do governo de promover leilões dos estoques reguladores do produto representará uma perda para os produtores.
Para o presidente da Alcoopar, num primeiro momento, os leilões poderão ser vistos como um instrumento que irá atrapalhar os preços no mercado interno. Mas ele avalia que o governo tem estoques reduzidos de álcool e não poderá manter esta política por muito tempo.
De dezembro até março foram feitos sete leilões de álcool etílico hidratado, totalizando 420 milhões de litros. Segundo o ministro da Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes, o estoque oficial é de 800 milhões de litros.
Os estoques são um pouco inferiores à quantidade de álcool a ser produzida no Paraná até o final do ano. A produção estadual chegará a 940 milhões de litros, devido à quebra da safra por causa da estiagem do ano passado, que chegou a 30% das lavouras de cana-de-açúcar. Na região Centro-Sul a produção será de 10,8 bilhões de litros. Não podemos ver estas medidas anunciadas pelo governo com maus olhos. A solução era esta, afirmou Anízio Tormena.


