A Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) acredita que a decisão de não funcionamento das lojas no dia 24 de dezembro (véspera de Natal) deveria ser repensada pelos dois sindicatos (do Comércio Varejista e dos Empregados no Comércio). ''A forma de compensação e remuneração também deveria ser amplamente discutida com todos os segmentos do comércio'', afirma Marcelo Cassa, vice-presidente da Acil.
De acordo com a Acil, dia 24 é o melhor ou o segundo melhor dia de vendas para muitos segmentos do comércio. ''Em muitos casos os três últimos dias chegam a representar 30% das vendas do mês'', comenta Cassa. Sobre a forma de compensação aventada pelo sindicato dos comerciários - de trocar o trabalho do dia 24 pelos dias 2 e 3 de janeiro - a entidade avalia que não deveria haver folgas seguidas. A avaliação é que a compensação em dois dias até poderia ser feita, desde que em datas separadas.
''A remuneração seria interessante porque cada estabelecimento poderia ficar livre para trabalhar ou não. Para alguns segmentos do comércio é melhor abrir nos dias 2 e 3 do que no dia 24, mas há outros setores que se não venderem no dia 24 não vendem mais'', argumenta o vice-presidente.
Troca - A sugestão de trocar o trabalho no dia 24 pelos dias 2 e 3 foi levantada pelos comerciantes instalados na região da Rua Sergipe (centro de Londrina). ''Nos dias 2 e 3 de janeiro as vendas são menores do que no dia 24. Nesta semana o movimento maior é de troca dos presentes de Natal'', argumenta o empresário Carlos Morillas, proprietário de três lojas de cosméticos instaladas nas ruas Sergipe e Maranhão. Ele diz ter sido o autor da proposta da compensação de dias.
''Todos irão trabalhar - os shoppings, os Cinco Conjuntos e todo o comércio da região - porque a lei só será válida para o Centro? Ao não ser que haja fiscalização também nesses locais, o que nunca acontece'', questiona Morillas. Além disso, ele diz que independente de abrir as portas ou não naquele dia os comerciários terão que trabalhar de qualquer forma na reposição de mercadorias, conferência de estoques e etiquetação de preços. ''Depois teremos quatro dias e meio (a partir do dia 30 à tarde até o dia 4 de janeiro) para descansar com a família, coisa que nunca acontece'', comenta. (F.M.)

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