Para Abrasem, mudanças são 'reestruturações'
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sábado, 22 de janeiro de 2005
Vera Barão<br>Reportagem Local 
O presidente da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), Ywao Miyamoto, não vê motivos políticos nas mudanças ocorridas na diretoria da Embrapa. Na opinião de Miyamoto, houve uma reestruturação administrativa e, para isso, foi necessário o remanjeamento de pessoal.
Segundo Miyamoto, a Abrasem foi consultada por diversas vezes, nesses últimos dois anos, pelo ministro sobre a proposta de reestruturação. ''Não foi feito nada à revelia. Cada ministro tem a sua forma de atuar. A reestruturação era necessária porque o Ministério da Agricultura vinha crescendo, como uma empresa, e foi inchando'', comentou. Havia setores, informou ele, que produziam e fiscalizavam os cultivares ao mesmo tempo. ''Agora está mais organizado, fiscalização de um lado e produção de outro'', exemplificou.
Em relação à pesquisa com produtos transgênicos, Miyamoto diz que o antigo presidente da estatal (Clayton Campanhola) era contra o lançamento da soja transgência das multinacionais e não contrário à biotecnologia. ''Tanto é que a Embrapa possui um setor de biotecnologia, onde já trabalha com produtos transgênicos há algum tempo'', enfatizou Miyamoto.
As mudanças na diretoria da estatal não devem provocar alterações, pelo menos por enquanto, na unidade de Londrina. Essa é a opinião da atual chefe geral da unidade, Vânia Beatriz Rodrigues Castiglioni, que assumiu o cargo em outubro do ano passado para uma gestão de dois anos. ''Não recebemos nada de oficial'', comentou Vânia.
Segundo ela, a ocupação de cargo de chefias passa por processo seletivo e, por último, avaliação do presidente da estatal. No final dos dois anos de mandato é feita uma avaliação do trabalho pela direção da Embrapa, que pode prorrogar o cargo por mais dois anos. Se isso não ocorrer, é aberto o processo seletivo público para que os interessados se inscrevam. Alcançando a pontuação mínima em cada uma das etapas, os curriculuns são enviados para a diretoria que escolhe um nome. ''Desta forma, a Embrapa vem melhorando o processo seletivo'', opiniou Vânia, que entrou na estatal em 1989. Ela trabalhou sete anos com pesquisa e assumiu a chefia de administração por duas gestões, antes de ser levada à chefia geral.


