O presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), Roland Guth, disse ontem que ficou extremamente preocupado com o anúncio do embargo aos produtos argentinos. ‘‘O ideal seria que fossemos auto-suficientes na produção de trigo, mas enquanto isso não acontecer, ainda somos muito dependentes da produção argentina que representa um mercado muito importante para nós.’’
Guth também informou que os estoques nacionais só são suficientes para abastecer os próximos 30 dias. Em 2000, a indústria de trigo moeu cerca de 9,3 milhões de toneladas de trigo.‘‘Hoje (ontem) conversei com o secretário da Defesa Agropecuária do ministério, Luiz Carlos de Oliveira, que me garantiu que o embrago não vale para os produtos que já foram colhidos e que hoje (ontem) lançaria uma nota oficial explicando esse detalhe’’, ressaltou Guth. Mas até o final da tarde de ontem, não havia recebido comunicado algum.
Segundo ele, a colheita de trigo argentino terminou no dia 15 de janeiro, o que automaticamente liberaria a importação.
No ano passado, o Brasil importou cerca de 7,4 milhões de toneladas de trigo da Argentina – praticamente, 95% do nosso consumo interno. Além do trigo, o Brasil importa, em quantidades relevantes, algodão, arroz, milho e maçãs da Argentina.

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