A expectativa dos exportadores de soja é que a publicação das regras mais severas para a mistura de sementes tratadas com fungicidas em carregamentos e com níveis de impurezas, resolvesse o problema. ''Mas o impasse deixou de ser uma questão técnica para se tornar assunto de interesse específico dos chineses, de caráter político, comercial e financeiro'', entende Carlo Lovatelli, da Abiove.
Para ele, não adianta governo e iniciativa privada adotarem mecanismos de controle para garantir as exportações, pois os chineses continuarão criando restrições. ''Tolerância zero é intolerante. Os chineses estão sendo bizarros, eles não têm critério'', afirmou. Para Lovatelli a China está adotando um tratamento ainda mais rígido para as cargas brasileiras. ''Eles não estão usando a metodologia de amostragem aceita internacionalmente'', completou.
Para o presidente da Abiove, na prática, o País está impedido de exportar soja para o mercado chinês. As 23 empresas cobrem a maior parte das exportações do grão para a China, que somou cerca de 6 milhões de toneladas e rendeu US$ 1,3 bilhão ao País em 2003. (AE)

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