Para a ANP, gasolina não é cara no Brasil
Agência Estado
Do Rio
O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), David Zylbersztajn, disse ontem que a gasolina não é cara no País. Segundo ele, o combustível aumentou muito mais nos EUA que no Brasil. Não dá para dizer que tem que aumentar o preço do petróleo, mas o que dá para dizer, evidentemente, é que o petróleo a US$ 26 (o barril) é uma mau negócio para o País, afirmou.
Não vão dizer que estou propondo o aumento do preço do petróleo, como já aconteceu, ressalvou Zylbersztajn. A decisão de aumentar o valor do combustível depende do equilíbrio macroeconômico do País, uma atribuição da área econômica do governo, lembrou o diretor da ANP, que é genro do presidente Fernando Henrique Cardoso. Ele participou ontem de seminário sobre a regulamentação da coleta de óleos lubrificantes usados.
Ao ser questionado sobre o impacto de um eventual aumento no bolso dos consumidores, o diretor da ANP disse que não há como comparar o poder aquisitivo de quem tem carro com o de quem compra feijão no mercado. Ele lembrou que o automóvel mais barato no País custa R$ 18 mil. Não vamos misturar alhos como bugalhos, pediu. Para Zylbersztajn, um preço mais alto tornaria possível investimentos em formas alternativas de energia e de transporte, como hidrovias.
O diretor-geral da ANP, que acaba de voltar de uma apresentação nos EUA e no Japão sobre a Segunda Rodada de Licitação de Áreas de Petróleo e Gás, disse também acreditar na queda do preço do barril.





