O comércio de Londrina teve no Natal deste ano desempenho superior ao do Natal de 2007, a despeito dos reflexos da crise internacional na economia brasileira. O crescimento foi de 4% no comparativo dezembro de 2008 sobre dezembro de 2007, segundo dados apurados pela Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) com base nos números do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) e em pesquisa realizada ontem com varejistas da cidade.
''Na nossa avaliação, esse crescimento de 4% é um resultado excelente, considerando o quadro de adversidade que enfrentamos desde outubro'', afirma o presidente da ACIL, Marcelo Cassa. ''Vínhamos trabalhando com uma expectativa de algo em torno de 10%, mas sabíamos que a crise iria influenciar o comportamento do consumidor e, mesmo assim, houve um ótimo crescimento'', acrescenta o empresário.
Outro aspecto importante nessa análise é o fato de a comparação estar sendo feita com o Natal de 2007, que foi muito bom, segundo avaliação da Associação. ''Esse aspecto é importante porque nossa base de comparação não foi um Natal fraco ou mediano'', diz Cassa.
O empresário Marcelo Ontivero, diretor da ACIL, afirma que as pessoas foram mais cautelosas na sua compra e as empresas mais criteriosas no momento de conceder o crédito. Também as instituições de crédito aumentaram o nível de exigências para a concessão de crédito e isso reflete na disponibilidade de recursos para as pessoas fazerem suas compras nesse período, especialmente aquelas de maior valor. ''Ainda assim, o consumidor não 'fugiu', ele visitou as lojas, fez pesquisa de preço e adquiriu o bem que procurava, mesmo que fosse um de valor menor'', argumenta.
''O que pudemos perceber claramente é que a crise nesse final de ano, para o comércio de Londrina, foi antes de mais nada psicológica. Não foi causada por problemas econômicos concretos enfrentados pelas pessoas, como a perda de emprego, mas pela adoção de uma postura de cautela, de evitar um endividamento'', afirma Marcelo Cassa.
A pesquisa qualitativa feita pela ACIL ouviu 60 empresas dos segmentos de confecções, calçados, mercados, óticas e relojoarias, móveis e decorações, livrarias e papelarias.

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