O que segurou os negócios da Klabin, desde o final de 2008 até agora, foi a venda de papel cartão - aquele destinado para a confecção de embalagens para produtos congelados, por exemplo. Só para se ter uma ideia, o acumulado de janeiro a outubro deste ano soma crescimento de 23% em relação ao mesmo período do ano passado no mercado interno. Foram comercializadas 100 mil toneladas de papel cartão contra 67 mil toneladas, respectivamente. A expectativa é de fechar o ano com crescimento em torno de 23,5%, afirma Edgard Avezum, diretor comercial de cartões da Klabin.
Nos Estados Unidos o crescimento foi de 85% e na Europa, de 60%. Ao todo, entre janeiro e outubro de 2008, foram comercializadas 50 mil toneladas. Já este ano, até outubro, o volume totaliza 87 mil toneladas. O resultado é consequência da mudança de comportamento de consumo gerada pela crise. Segundo Avezum, as pessoas deixaram de comer fora e passaram a comprar mais alimentos congelados, que são embalados com papel cartão. ''Foi um fenômeno mundial: comer em casa passando pelo supermercado, logo, pelo consumo de embalagens'', disse.
Para 2010, Avezum acredita que o cenário para o segmento continuará em alta. Para a empresa, o crescimento deverá ser de 6%, igual ao do setor no Brasil. Apesar da Klabin estar registrando bons negócios com papel cartão, a indústria brasileira do setor está mais retraída. Até agosto, foi registrada queda de 6% na comercialização de papel cartão. Já em setembro e outubro as vendas foram recordes, então é possível que a indústria brasileira feche sem lucro ou prejuízo.(E.Z.)

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