Rio - O presidente da Merrill Lynch no Brasil, Bernardo Parnes, disse ontem que os investidores institucionais estão ‘‘ávidos’’ pelos papéis da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), colocados à venda pelo governo. A Merrill Lynch é coordenadora da oferta pública da Vale no mercado internacional. Parnes avalia que existe uma demanda reprimida por essas ações, pois a oferta já deveria ter ocorrido antes.
O ‘‘road show’’ da operação começou anteontem com uma apresentação aos investidores em São Paulo e prosseguirá nas próximas semanas. Segunda e terça-feira, haverá exposições em Nova York. Dos Estados Unidos, os palestrantes seguem para Europa e fazem apresentações de quarta até sexta-feira. Na semana seguinte, as reuniões serão em outras cidades dos Estados Unidos e no Canadá.
O prazo para a migração de investimentos dos fundos mútuos de privatização da Petrobras e de carteira livre com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para aplicações do mesmo tipo na Vale terminou ontem. Já se sabe que poucos optaram por fazer essa transferência, mas o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) só deve receber os números finais do total de migrações na segunda-feira.
A venda das ações da Vale tanto no varejo quanto para os investidores institucionais vai até o dia 15, desde que não seja realizada com a transferência de recursos dos fundos da Petrobras e de carteira livre. O preço das ações da Vale, mesmo para quem comprar no varejo, só deverá ser definido na semana do dia 18, a partir da média ponderada das ofertas institucionais.

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