CIDADE DO VATICANO - O Papa João Paulo II deu a entender não ter tido amores na adolescência antes de se ordenar sacerdote, em uma breve autobiografia dedicada a sua vocação, que será divulgada na próxima sexta-feira mas que já estava circulando ontem em Roma.
Em outro livro recentemente publicado, intitulado ‘‘Santidade’’ e escrito pelos jornalistas Carl Bernstein e Marco Politi, afirma-se que Karol Wojtyla era um apaixonado pelo tango, a valsa e a polca.
Nas 116 páginas de seu livro ‘‘Dom e mistério’’, editado pela Livraria do Vaticano e distribuído domingo entre os cardeais que participavam na missa de aniversário do sacerdote, o Papa evoca seus anos de estudante secundarista em Wadowice.
‘‘Sem dúvida, alguém supôs que se um jovem que mostrava uma predisposição religiosa tão clara não estava no seminário era sinal de que em seu coração havia outros amores ou predileções. Na verdade, eu tinha vários colegas de classe na escola e não faltavam as ocasiões para conhecer rapazes e moças. Mas, esse não era o problema. Naquela época, estava apaixonado pela literatura, especialmente a literatura dramática e pelo teatro’’, continuou.

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