Pãozinho nosso de cada dia
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terça-feira, 26 de abril de 2005
Marta Ortega<br>Reportagem Local 
Um alimento simples e saboroso, o pão faz parte do dia-a-dia do brasileiro. E, apesar das inovações em torno do tema panificação, o carro-chefe da maioria das panificadoras continua sendo o pão francês, que também puxa a cadeia produtiva do trigo. Só em Londrina e região, são consumidos diariamente, entre panificadoras e supermercados, 500 sacos de farinha de trigo para a produção de pão francês.
Cada saco de farinha, produz cerca de 500 pães. No total, a produção diária de pão francês atinge um total de 250 mil unidades. A uma média de R$ 0,20 a unidade, só o pão francês movimenta um total de R$ 50 mil diariamente em Londrina e região.
O processo para a fabricação do pão é simples. Depois da moagem do trigo in natura é obtida a farinha. Nela, são acrescentados sal, enzimas emulsificantes (vitamina C) e alguns reforçadores de farinha. ''No processo industrial da farinha já adicionamos esses produtos para facilitar a produção do pão francês'', afirma o engenheiro químico do Moinho Globo, Cláudio Gonçalves.
Nas panificadoras, apenas são acrescentados fermento e água. No processo de produção, basta misturar tudo numa masseira, por cerca de dez minutos. Pedaços de dois quilos são colocados na máquina divisora, que corta as partes em 33 gomos, de acordo com medidas determinadas pelo Inmetro. As partes vão para as modeladoras, onde ganham os formatos. Depois de descansar e crescer durante duas horas, os pães são assados em apenas 25 minutos.
Mercado A fabricação do pãozinho francês também movimenta um grande mercado de trabalho. Na região de Londrina, três moinhos são responsáveis pela geração de empregos no setor.
Completando 50 anos de atividades no Norte do Estado, o Moinho Globo atende o mercado de panificadoras e a linha doméstica. A produção, além da farinha normal, é de misturas com fermento, mistura para bolos, salgados e pizzas, além do macarrão e da farinha específica para pães. São 76 produtos diferenciados, atendendo um mercado que abrange o Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Brasília.
O gerente de suprimentos, Rui Marcos Alvino de Souza, diz que grande parte da farinha produzida no moinho é feita com trigo nacional. Ele preferiu não divulgar a porcentagem, mas afirmou que uma pesquisa divulgada na revista Padarias, de circulação nacional, coloca o Moinho Globo entre os dez melhores do Estado.
No Moinho Arapongas, há 41 anos no mercado, são fabricados 60 produtos, incluindo farinhas especiais e massas. Toda a produção é comercializada no Paraná, Sul de São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. De acordo com o superintendente Sérgio Kummel, o moinho está localizado numa área privilegiada por causa da produção do trigo com grande riqueza de glúten, no Norte do Estado. ''Produzimos a farinha com o melhor trigo do Brasil e por isso, ofertamos um produto de melhor qualidade.''


