Pão pode ser vendido por peso em Londrina
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sexta-feira, 10 de janeiro de 2003
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
O pãozinho francês pode passar a ser vendido por quilo em Londrina. Representantes do Procon, Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) e Sindicato ®MDNM¯da Indústria de Panificação e Confeitaria do Norte do Paraná reuniram-se ontem para tentar estabelecer um termo de ajuste de conduta que contenha novos parâmetros de comercialização do produto.
A idéia é seguir o modelo de Curitiba, que adotou a venda do pão por peso e também por unidade. A discussão foi levantada porque o Procon tem recebido muitas reclamações sobre a diminuição do tamanho do pãozinho.
O órgão propôs a comercialização por quilo para pães com peso inferior a 50 gramas. No caso do produto exceder esse limite, seria vendido por unidade para não onerar o bolso do consumidor. Martiniano Tito do Valle Neto, coordenador do Procon em Londrina, disse que a proposta visa oferecer ao consumidor a possibilidade de saber, previamente, qual será o valor máximo gasto com a compra.
''Muita gente sai com o dinheiro contado de casa. Se o peso excede 50 gramas, essa pessoa vai ter que comprar menos unidades'', explicou. Ele afirmou ainda que a adoção das duas formas de comercialização vai coibir a ação de padarias que, deliberadamenete, venham a aumentar o peso para ganhar mais. ''Os panificadores têm como controlar o tamanho. As empresas não serão prejudicadas'', comentou.
Essa não é a opinião de José Roberto Gobs Esteves, presidente do sindicato dos panificadores. Ele defende que o pão seja vendido apenas por quilo. ''Dessa forma receberíamos o preço justo pelo produto'', disse, acrescentando que não acredita na possibildade dos comerciantes aumentarem o tamanho da mercadoria para pressionar o preço.
Esteves vai levar a proposta definida na reunião para uma assembléia da categoria. Na semana que vem, volta a se reunir com Ipem e Procon para informar sobre a decisão oficial. ''Acredito que os panificadores não vão aceitar a venda por quilo e unidade'', adiantou.
As reclamações sobre o tamanho do pão francês aumentaram no Paraná após a alta do trigo, cuja cotação foi impulsionada pela valorização do dólar a partir de setembro de 2002. Marcelo dos Santos Trautwein, gerente do Ipem em Londrina, comentou que as autuações, por causa do problema, aumentaram 3% em Londrina e 18% em Curitiba. Comentou ainda que apesar da lei estabelecer o peso de 50 gramas como padrão, tolera variações de 5% para mais ou menos.


