Pão francês também está mais caro
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 12 de julho de 2002
Agência Estado 
São Paulo A alta do trigo no mercado internacional e a mudança de fornecedor estrangeiro - o País está importando a matéria-prima dos Estados Unidos em lugar da Argentina - devem afetar o preço do pão francês. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Panificação do Estado de São Paulo (Sindipan), Frederico Maia, as padarias estão reajustando seus preços e podem continuar a fazê-lo, caso a saca de farinha registre novo aumento.
Maia ressalta ainda que as panificadoras tiveram de repassar o aumento de energia e de gás, que afetam o preço do pãozinho. A farinha de trigo representa cerca de 25% do custo do produto final. Maia não soube especificar em quanto a energia e o gás influenciam o custo final.
A Associação Brasileira da Indústria de Massas Alimentícias (Abima) também já repassou parte dos custos da farinha para o preço final do macarrão em cerca de 10% no primeiro semestre. Segundo o gerente de marketing da entidade, Alexandre Rodriguez, o setor está analisando o comportamento dos preços da matéria-prima este mês para saber o que fazer.
O presidente do Sindicato da Indústria do Trigo do Estado de São Paulo (Sindustrigo), Ricardo Ferraz, disse que o preço da farinha continua subindo. ''No final de junho já houve aumento de cerca de 10% e pode haver outro de mais 10%'', informou.
Ferraz acredita que seria necessário um reajuste de mais 15% no preço da saca de 50 quilos da farinha para equilibrar a rentabilidade das empresas de moagem. Hoje o custo da saca está em R$ 47,00, contra R$ 35,00 no início do ano, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Trigo (Abitrigo). Segundo Ferraz, os estoques do produto no mundo estão se reduzindo.
O presidente da Abitrigo, Roland Guth, explica que o País está importando o trigo em grão dos Estados Unidos por US$ 170,00 (preço FOB) a tonelada. No início do ano, o preço era cotado a US$ 112,00, quando ainda vinha da Argentina.


