Panificadoras e Copel estudam redução de tarifa na madrugada
Carmem Murara
Cem panificadoras em todo o Estado que trabalham durante a madrugada e utilizam a energia elétrica para assar seus produtos vão pagar metade da tarifa de energia a partir da primeira semana de julho. A redução de 50% da tarifa faz parte de um projeto piloto desenvolvido pela Companhia Paranaense de Energia (Copel), que decidiu atender a um pedido das empresas do setor de panificação. Elas alegam que têm custos muito elevados de energia.
A proposta de redução do preço da energia foi debatida ontem durante uma reunião entre representantes da Copel e donos de panificadoras. A intenção da Copel é fazer com que haja uma transferência de parte das atividades das panificadoras para a madrugada, quando há uma grande ociosidade no complexo elétrico do País. As tarifas reduzidas serão de R$ 69,29 e começam às 23 horas e vão até as sete horas da manhã. No restante do dia, o valor tem um acrécimo de 10%.
A presidente do Sindicato da Panificação, Rose Paglia, disse que a iniciativa de pedir um desconto para a Copel se deve ao alto custo que a energia tem para as padarias. Do total de nossas despesas, 66% correspondem ao gasto com energia, afirmou.
O superintendente de Vendas e Marketing da Copel, Ricardo José Dória, diz que as panificadoras que aderirem ao programa terão o benefício garantido por três anos. Dependendo do resultado do período experimental poderemos estender para todas as demais panificadoras. São 4,2 mil em todo o Estado. Os próximos setores que estão em estudo para seguir o mesmo exemplo das panificadoras são os Laticínios e Plásticos. Nós podemos dar um desconto no período da madrugada, porque o nosso custo é menor, afirmou Dória.
Os padeiros que não trabalham na madrugada ficaram insatisfeitos com a proposta da Copel. Na reunião de ontem, eles disseram que não serão beneficiados em nada e pediram uma outra alternativa para reduzir custos.
Um estudo feito pela Copel indicou que 40% das panificadoras do Estado utilizam seus fornos durante a madrugada. As que têm os equipamentos movidos a energia elétrica se encaixam no programa. Se o projeto tiver êxito, os donos de padaria já pensam em redução do preço do pão.





