Panificadoras aderem à sacola ecológica permanente
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sexta-feira, 13 de julho de 2007
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Vinte e cinco panificadoras de Curitiba aderiram ao projeto da ''sacola ecológica permanente'' - uma iniciativa do Sindicato da Indústria da Panificação e Confeitaria do Paraná (Sipcep), que tem o propósito de reduzir o volume de sacolas plásticas que os clientes levam para casa. Além do caráter ambiental - já que o plástico, que se acumula nos aterros, demora cerca de 100 anos para se decompor -, o projeto tem um viés social. São costureiras de uma cooperativa da Capital que confeccionam as sacolas em tecido 100% algodão.
As sacolas ecológicas permanentes começaram a ser distribuídas no início desta semana. O Sipcep deverá avaliar a aceitação por parte dos clientes para, depois, propor a extensão do projeto para outras panificadoras e outras cidades.
O presidente do Sipcep, Joaquim Cancela Gonçalves, lembrou que o projeto foi, inicialmente, proposto pela Associação Brasileira da Indústria da Panificação (Abip). O primeiro a adotar a idéia foi o sindicato de Joinville, em Santa Catarina, que utiliza as sacolas de tecido há mais de dois anos. No município catarinense, o projeto envolveu, em princípio, uma escola e uma associação de moradores. O sindicato do Paraná é o segundo no País a aderir à prática ambientalmente correta.
Gonçalves disse que as sacolas ecológicas estão sendo distribuídas para os clientes habituais, que assumem o compromisso de utilizá-las sempre que forem à panificadora. Caso esqueçam a sacola em casa, levam o pão apenas na embalagem de papel. O Sipcep não tem um levantamento exato da quantidade de sacolas plásticas que são utilizadas pelas panificadoras de Curitiba, mas estima que estabelecimentos de médio porte utilizem, em média, 500 unidades por dia.
Nessa fase experimental, foram produzidas 1,5 mil sacolas ecológicas permanentes. ''É mais do que distribuir uma sacola. Trata-se de um projeto de responsabilidade social'', destacou Gonçalves ao falar da parceria com a Cooperativa de Costureiras da Vila Verde (CooperCostura) - organização que reúne cerca de 20 integrantes.
A gerente de uma panificadora no centro de Curitiba, Lucimara Varella, disse que começou a cadastrar os clientes esta semana. Muitos deles já demonstraram interesse, mas, por enquanto, apenas dez foram escolhidos para testar a funcionalidade do projeto. Segundo ela, o estabelecimento tem dado preferência para os consumidores que moram nas proximidades.
O desenhista Sidnei Aparecido Pereira, 28 anos, aprovou a iniciativa. ''Acho importante. O cuidado com o meio ambiente começa por aí, com pequenas atitudes'', afirmou, acrescentando que usa a sacola para compras, também, em outros estabelecimentos, como supermercados. Ele se queixou, apenas, do tamanho da sacola que, para ele, é desproporcional para pequenos volumes.
O presidente Sipcep tem uma explicação para isso. As sacolas foram confeccionadas no tamanho de 44 centímetros por 44 centímetros para aproveitar bem a largura do tecido. Do contrário, a produção das sacolas acabaria gerando um outro resíduo.


