Palocci se reúne com técnicos do FMI
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2004
Agência Estado 
Brasília - O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, recebeu ontem a missão técnica do Fundo Monetário Internacional (FMI) que se encontra no País desde o início desta semana para a primeira revisão do primeiro acordo do governo Luiz Inácio Lula da Silva com o organismo. ''A primeira impressão é de que tudo vai muito bem'', disse o vice-diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental, Charles Collyns. ''Mas vamos rever os números em detalhe nos próximos dias.''
Ele comentou que considerou a reunião com Palocci cordial e produtiva. ''Antecipo que teremos um bom relacionamento com o ministro e sua equipe'', disse. Formalmente, esta missão é coordenada por Phil Gerson, que é chefe da Divisão do Atlântico. Na hierarquia do Fundo, sua posição é inferior à de Collyns. O mais provável, portanto, é que Collyns passe a chefiar as próximas missões. Nesta, foi feito um arranjo de emergência porque Collyns ainda não está suficientemente familiarizado com a economia brasileira. Até o ano passado, as missões do Fundo eram chefiadas pelo argentino Jorge Márquez-Ruarte, que recentemente assumiu a vice-diretoria do Departamento de Recursos Humanos no FMI.
Antes da conversa com o ministro, a missão esteve com técnicos do Tesouro Nacional para uma avaliação inicial da economia, com enfoque no balanço de pagamentos. A reunião contou com a presença do chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes. Amanhã, a missão deverá se reunir com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
As discussões com a equipe de Palocci também continuam hoje, quando o projeto de regulamentação das Parcerias Público-Privadas (PPP) deverá estar na pauta. O programa de US$ 14 bilhões ora em curso foi negociado pelo governo para atender a dois objetivos: ser preventivo e dar maior peso a medidas voltadas para o crescimento sustentado e a distribuição e renda.
A discussão da regulamentação das PPPs com os técnicos do Fundo ocorre justamente no momento em que a Comissão Especial da Câmara dos Deputados resolveu jogar para a próxima semana a votação do parecer do relator, deputado Paulo Bernardo (PT-PR), prevista inicialmente para ontem. O adiamento ocorreu por divergências entre a Fazenda e o Planejamento a respeito do texto.


