Palocci reitera não teme a volta da inflação
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2004
Luciana Xavier<br> Agência Estado 
São Paulo - O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, garantiu ontem que os recentes indicadores mostrando aumento de preços não devem ser encarados como a volta da inflação. ''Não temo a volta da inflação'', reiterou ele, após almoço com autoridades na nova sede da Prefeitura, antigo Banespinha, na região central de São Paulo.
Palocci insistiu que a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) de manter a taxa Selic em 16,5% ao ano não deve ser encarada como interrupção no processo de corte de juros. ''Temos que olhar a ata (ata do Copom que será divulgada esta semana). Não podemos olhar a decisão do comitê do Banco Central mês a mês. O Copom tem feito, até agora, grandes reduções. Ele tem que parar para olhar os efeitos desses cortes (de 10 pontos percentuais nos últimos meses)'', disse. ''Não podemos fazer aventuras na política monetária.''
O ministro reforçou, ainda, que as atuações do BC no câmbio não têm como objetivo fixar um piso para o dólar: ''Não vamos criar piso. A política cambial é de câmbio flutuante e isso tem sido bom.'' Palocci não adiantou, porém, se o governo fará novas emissões soberanas no curto prazo. ''Isso é difícil de prever. Mas no campo dos balanços, é bom lembrar que há tempos não ficávamos tão equilibrados,'' argumentou.
Para o ministro, o espetáculo do crescimento, tão sonhado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, continua no horizonte. ''Espetacular é crescer no longo prazo. Temos de aproveitar essa chance histórica de organizar o desenvolvimento do País'', disse Palocci, antes de retornar para Brasília.


