Palocci pede paciência a empresários
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sexta-feira, 02 de abril de 2004
Paula Puliti eRita Tavares<br> Agência Estado 
São Paulo - O empresário Jacks Rabinovich, do Grupo Vicunha, disse ontem que o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, pediu paciência aos empresários. ''Ele disse que a política econômica não vai mudar e que é preciso ter paciência porque as coisas só vão acontecer se houver paciência. Ele disse também que o percurso é longo e que é preciso ter paciência para chegar ao fim do caminho'', afirmou o empresário logo após reunião de três horas entre um grupo de 20 executivos e o ministro da Fazenda, organizada pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). Palocci saiu do local sem falar com a imprensa.
Segundo Rabinovich, a principal reclamação dos empresários ao ministro foi a situação do desemprego. ''Queremos que se faça algo para haver a retomada na criação de emprego'', disse. O empresário comentou ainda que outra reclamação referiu-se à taxa de câmbio. O consenso é de que a relação real-dólar tem de ser um pouco mais alta para facilitar as exportações, mas o resultado, segundo Rabinovich, está mostrando que o ministro Palocci tem razão ao defender a taxa no atual nível (ao redor de R$ 2,90). ''A alta das exportações e o superávit deixam claro que o câmbio está correto'', admitiu.
Quanto à política industrial anunciada nesta semana, outro tema central da reunião, Rabinovich afirmou que os empresários do Iedi estão satisfeitos com o conjunto de medidas, já que o instituto participou ativamente da elaboração das novas ações a serem implementadas. Os empresários Eugênio Staub, da Gradiente, Paulo Cunha, do Grupo Ultra, e Paulo Francini, executivo do Iedi, não quiseram fazer qualquer comentário sobre a reunião à saída do encontro. A própria direção do Iedi, organizadora da reunião, não quis falar com a imprensa.
De acordo com Rabinovich, o clima da reunião foi bastante tranquilo e encontros desse tipo devem se repetir a cada três ou quatro meses. Ao ser questionado sobre se houve alguma tensão no encontro, ele afirmou que não houve qualquer disposição de discussão entre as partes, ressaltando que ''não dá para discutir com Palocci, porque ele é tão zen, tão bom e tão bem-humorado, que não dá para brigar com ele.''


