Brasília O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, ainda não tem uma decisão sobre a possibilidade de aumento da meta de superávit primário das contas do setor público em 2003. ''Não há decisão nenhuma sobre aumento'', assegurou o ministro à Agência Estado.
O rumor de que o Ministério da Fazenda teria decidido pelo aumento do superávit ajudou ontem pela manhã a melhorar a expectativa do mercado financeiro em relação à economia brasileira e a derrubar a cotação do dólar e do risco Brasil. A percepção dos investidores era de que um aumento da meta daria um sinal positivo do compromisso do novo governo com o ajuste fiscal, o que contribuiria para restabelecer a credibilidade do País. O ministro disse que a informação publicada na imprensa ontem, de que o aumento do esforço fiscal já estaria definido, não ''é real''.
Apesar da negativa de Palocci, a decisão sobre o aumento do superávit das contas públicas é esperada pelo mercado. O próprio ministro por várias vezes afirmou, e reiterou no seu discurso de posse, que o governo fará o superávit primário ''que for necessário de modo a garantir de forma inequívoca a sustentabilidade da dívida pública''.
Para o ministro, essa é forma mais direta de reduzir o risco Brasil e as taxas de juros e com isso viabilizar a retomada do crescimento econômico. O acordo com o FMI estabelece uma meta fiscal em 2003 equivalente a 3,75% do Produto Interno Bruto (PIB), mas tem cláusula que permite ao Fundo pedir um superávit maior.

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