O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse ontem em Londrina, durante reunião com empresários do setor da construção civil, que a redução da carga tributária é fundamental para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele,a carga tributária sobe 1% ao ano e o Brasil tem uma uma curva ascendente de carga tributária há mais de 10 anos. ''Todo país tem que ter um nível para cumprir seus compromissos fiscais e dar condições de trabalho. Neste caso,o Brasil já fugiu do razoável'', declarou Palocci, acrescentando que, a carga tributária alta acaba tirando das empresas o oxigênio de novos investimentos.
O presidente Lula, informou Palocci, já ordenou que essa curva ascendente de aumento da carga tributária, seja descedente mesmo que leve de 10 a 12 anos''.
O desajuste no campo fiscal, segundo ele, levou a um desequilíbrio da dívida. E para pagar a dívida o governo so tem um instrumento, elevar a carga tributária. Outro aspecto que repercute no aumento da carga tributária são os investimentos do governo em programas sociais e previdenciários.
O ministro passou uma mensagem de otimismo em relação ao desenvolvimento da economia e compromisso do governo em relação às questões que dizem respeito a carga tributária. ''Trago aqui uma mensagem de otimismo ao desenvolvimento da economia, de compromisso em relação as questões da carga tributária, ao desenvolvimento e apoio necessário às exportações'', afirmou.
Segundo ele, o País vive um momento de grande otimismo. ''O Brasil retomou a atividade econômica desde julho do ano passado. Passamos um momento muito difícil, no que se refere ao emprego, venda no varejo, mas estamos retomando. O Brasil já conta com um período longo de crescimento. Estamos tentando conciliar nesse momento pilares de sustentação da economia que não tivemos nos últimos 30 anos.''
Cauteloso, Palocci evitou falar de juros momentos antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). ''O Brasil precisa fazer um esforço nesta questão do juro. Se olharmos nos últimos 10 anos, nós saímos de um patamar da juro real de 21% para um patamar de 10%. Ao longo desses anos, o Brasil conseguiu reduzir o seu juro real pela metade, mas ainda é alto'', afirmou, acrescentando que esse esforço envolve a construção de equilibrio fiscal forte, reformas como a da previdência, que foi um dos motivos que permitiu trazer a taxa de juro mais para baixo nesse início de ano.
De acordo com Palocci, é necessário uma coerente sucessão de medidas que respaldem uma mudança em relação aos juros para não haja um resultado em efeito negativo para a inflação.''O Brasil vai priorizar o controle da inflação, buscando no médio prazo, taxas de juros menores.''
O foco da decisão do Copom, disse o ministro, tem que ser voltado a observar as pressões inflacionarias e a força que elas têm ou não.

mockup