Palocci diz que mudança de meta não está na pauta
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terça-feira, 20 de abril de 2004
Agência Estado 
Brasília - O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, reuniu-se ontem com o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), e logo na saída do encontro negou qualquer estudo sobre o aumento da meta de inflação em 2005 de 4,5% para 5,5%. Palocci, porém, não foi tão convincente quando questionado se acreditava que a meta fixada em 4,5% para a inflação no ano que vem é a ideal e não precisa de alteração. ''Esse assunto não está na pauta. Debati com Mercadante quando o visitei aqui e quando vou voltar vou debater de novo porque acho democrático. Acho correto e legítimo o debate. Mas essa mudança de metas não está na pauta do governo'', disse.
Diante da insistência de jornalistas para saber ele não via necessidade em mudança, repetiu apenas a mesa afirmação: ''Isso não está na pauta.. Palocci disse, entretanto, achar legítimo que outras pessoas proponham esse debate. ''Faz parte da democracia.''
O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, alertou para o risco de uma mudança na meta de inflação de 2005 se tornar um ''atalho'' para que os juros não caiam. ''É curioso. Existe a possibilidade de se aumentar a meta, a inflação acelerar e os juros nominais não caírem'', ponderou, durante a divulgação dos números do superávit primário do governo central (leia reportagem na página 3).
Na opinião de Levy, a possibilidade de elevação da meta tem de ser muito bem ''discutida e ponderada'', com uma avaliação das vantagens e desvantagens da mudança para economia brasileira, principalmente sobre as expectativas de inflação. ''Poderia ser muito ruim mudar as expectativas de inflação. Hoje já estamos nos aproximando da meta porque as pessoas têm a expectativa de que o governo vai dar continuidade na política'', comentou.


