Brasília - O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, considerou inadequada a proposta de criação de um pacto social para garantir o crescimento da economia e impedir a elevação dos juros. Apesar de aplaudir a iniciativa de diálogo proposta ontem pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pelo presidente eleito da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, o ministro fez questão de frisar que a economia brasileira já segue um rumo que garantirá resultados. ''Não nos parece adequado colocar este curso em outra direção'', salientou Palocci.
A proposta defendida pelo presidente da CUT, Luiz Marinho, tem como objetivo montar uma rede de trabalho que possa minimizar as pressões inflacionárias e, com isso, evitar que o BC seja obrigado a elevar a taxa básica de juros da economia, a Selic. Pela proposta, ao longo de três anos o setor produtivo adotaria uma regra de controle de preços. Os trabalhadores iriam reduzir as pressões por aumentos salariais e o governo buscaria soluções para reduzir a carga de impostos.
Para Palocci, o caminho proposto não é garantia de sucesso. ''Não é adequado que políticas sejam estabelecidas dessa maneira'', disse. Na opinião do ministro, a idéia de uma política de controle de preços já se mostrou mal-sucedida no País. A idéia de reduzir a pressão por reajustes foi a mais criticada. Palocci chegou a sugerir que os trabalhadores não deveriam aceitar a idéia de Marinho.

mockup