Palocci confirma saque de US$ 4,2 bi de empréstimo do FMI
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sexta-feira, 05 de setembro de 2003
Sandra ManfriniAgência Folha 
Brasília O Brasil vai sacar a penúltima parcela do empréstimo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), no valor de US$ 4,2 bilhões. A confirmação foi ontem pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho, que justificou o saque como adequado para o Brasil e por se tratar de um dinheiro mais barato que outras captações. Além disso, segundo o ministro, os recursos deverão fortalecer as reservas internacionais.
Palocci não soube dizer quando o dinheiro estará nos cofres públicos. No entanto, o FMI aprovou ontem a quarta revisão do acordo, o que dá o direito ao País do saque imediato. De acordo com o ministro, a carta em que o FMI anuncia a aprovação da revisão fala que os números da economia brasileira estão de acordo com as metas acertadas e, portanto, a revisão foi adequada.
O ministro afirmou que a decisão sobre a possível renovação do acordo ''certamente será técnica''. De acordo com ele, ''não há nenhuma motivação política nem para fazer (um novo acordo) ou não''. E voltou a afirmar que só haverá uma prorrogação do programa com o Fundo se houver necessidade.
Palocci disse acreditar que está muito perto o momento em que o País não precisará mais ter o apoio financeiro do FMI. Para o ministro, é muito importante que o comando do Fundo confirme que as políticas econômicas estão fazendo a inflação convergir para as metas. Segundo ele, o mercado tem demonstrado confiança no governo brasileiro independente de novo acordo com o Fundo. ''O que dá credibilidade ao governo é o cumprimento da agenda proposta no início do ano.''
O ministro disse que o governo já decidiu adotar o modelo de superávit primário anticíclico a partir de 2005. Essa previsão já consta do texto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2004. Esse sistema permite ao País fazer um superávit maior que a meta firmada caso a economia cresça mais que o previsto. O contrário também poderá ocorrer. Se a economia crescer menos, o superávit será menor para que não haja necessidade de corte de despesas.


