Palocci admite que meta é ambiciosa
Brasília - O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, reconheceu que a meta do ministro da Previdência, Romero Jucá, de reduzir o déficit do setor previdenciário para R$ 32 bilhões (uma economia de R$ 5,8 bilhões em relação ao déficit projetado para 2005) é ''bastante ambiciosa''. No entanto, Palocci admitiu que, no futuro, outras medidas ''suplementares'', na área da Previdência, terão que ser adotadas. O ministro disse ainda que a ampliação da base de contribuintes no sistema é um ponto de partida essencial. ''O fato de termos ampliado em torno de 3,5% o trabalho formal nos últimos 12 meses é a melhor notícia para a Previdência'', disse.
Para o ministro esta é a medida mais saudável para que a Previdência possa ter uma solução de longo prazo. ''Nós temos por decisão social alguns programas como a Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS) de concessão de benefícios independente de contribuição. Então, se nós trabalharmos apenas em direção a programas futuros de benefícios, independente de contribuição, nós não teremos uma previdência sólida, consistente e com contas equilibradas'', disse.
Ele explicou que o direito da aposentadoria está ameaçado caso o problema do déficit não seja resolvido. ''O sucesso desse projeto vai ser fundamental para garantir o direito do trabalhador que vai se aposentar e para tirar as ameaças fiscais que um déficit desse coloca para o País. (AE)





