O ministro do Trabalho, Paulo Paiva, sugeriu ao presidente Fernando Henrique Cardoso hoje, durante a reunião ministerial sobre o desemprego, na Granja do Torto, que o governo estenda o Fundo de Aval às operações do Proger e do Pronaf, como forma de viabilizar empreendedores. Os dois programas financiaram R$ 4,2 bilhões durante este governo, num total 675 mil opeações.
Durante a discussão, observou-se que o Pronaf tem apresentado melhores resultados que o Proger, e uma das possívels razões levantadas para isso foi o fato de, no Pronaf, os financiamentos estarem vinculados a uma garantia apresentada pelo tomador do empréstimo, o que não ocorre no Proger. Com o Fundo de Aval, esse problema estaria superado.
O porta-voz do Palácio do Planalto, Sérgio Amaral, relatou que será necessário, daqui para frente, diferenciar nas operações de crédito quem é empreendedor e quem quer tornar-se empreendedor. Segundo o porta-voz, os financiamentos à pequenas e microempresas foram elevados em 60%, de 1996 para 1997. Ele disse também que estão sendo feitos, atualmente, investimentos sem precedentes em desenvolvimento e infraestrutura no País.
O porta-voz esclareceu que o governo não está mudando de rota, mas apenas tentando melhorar o que está sendo feito. Tampouco as diretrizes firmadas hoje, segundo Amaral, serão prejudicadas pela reforma ministerial. ‘‘Se um ministro sair, a política está traçada, e não há razão para temer solução de continuidade’’, disse ele.

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