Países ricos temem que globalização aumente miséria
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domingo, 03 de fevereiro de 2002
France Presse 
Nova York - Ainda que a maior parte da população do planeta esteja a favor da globalização, a maioria acredita que aumentará a pobreza e o desemprego em todo o mundo, segundo um estudo divulgado esta sexta-feira em Nova York pelo Fórum Econômico de Davos.
A oposição mais forte e crescente à globalização foi encontrada em países que sofrem crises financeiras, como Turquia e Argentina, revelou a pesquisa, a mais importante jamais feita sobre o tema da globalização.
Quase 62% da população nesses países rechaçam a globalização, precisa o informe, realizado em 25 países, por iniciativa do Fórum Econômico Mundial, reunido desde quinta-feira em Nova York, até segunda-feira.
No entanto, nota o estudo, a globalização é vista cada vez mais por uma maioria das pessoas do mundo como positiva para eles e seus familiares.
Seis de cada dez cidadãos do planeta a consideram benéfica, enquanto que um em cada cinco a considera negativa, precisou o informe, realizado no final dos ano 2001 em 25 países que contam com 67% da população em todo o mundo.
As opiniões positivas sobre a globalização aumentaram no ano passado, especialmente na América do Norte e na Europa, segundo o estudo, que foi realizado como parte das análises sobre a situação no mundo depois dos ataques terroristas de setembro de 2001.
Mas em muitos desses países, particularmente nas sete nações mais industrializadas (G-7), a maior parte das pessoas acredita que a globalização econômica - o livre comércio, a desregulamentação dos mercados, etc. - não beneficiam os povos dos países pobres.
No entanto, nos países pobres da Ásia, as pessoas acreditam que seus países vão ser beneficiados pela globalização, destaca o estudo, para que fossem ouvidas 25.000 pessoas, diretamente ou por telefone.
Nos países pobres, as pessoas tem altas expectativas, esperando que a globalização seja benéfica no plano econômico e também em outros setores, revela a pesquisa, feita por instituições de pesquisa nos 25 países participantes.
Mas o estudo reconhece ainda que a globalização tem despertado expectativas em várias áreas do mundo, particularmente nas regiões mais pobres, que serão difíceis de alcançar.
A maioria dos entrevistados antecipa melhoras em oito de 15 áreas, identificadas pelos sequestradores, entre os quais a qualidade de vida e os direitos humanos. Antecipam também uma economia nacional mais robusta e um aumewnto de suas rendas pessoais.
No entanto, reconhece o estudo, uma proporção significativa das pessoas pesquisadas considera que a globalização terá um impacto prejudicial na qualidade do meio ambiente, e que agrvará a pobreza e o desemprego.
Sua maior preocupação é o meio ambiente, e a maioria das pessoas em 10 dos 25 países pesquisados antecipa que a globalização causará uma maior deterioração do meio ambiente.
Também acreditam que o processo de globalização aumentará a brecha entre ricos e pobres, e terá um impato negativo nos direitos dos trbalhadores e na qualidade do emprego.


