Países ricos 'observam' Argentina
Com a ausência de risco iminente de contágio para suas próprias economias, os grandes países industrializados do Grupo dos Sete (G7) não se mobilizaram até o momento para ajudar a Argentina a sair da crise e preferem se refugiar atrás do Fundo Monetário Internacional (FMI).
No dia 5 de dezembro, o FMI se recusou a entregar a Argentina um novo empréstimo de 1,3 bilhão de dólares por causa do não cumprimento de várias metas de austeridade fiscal, o que provocou um novo plano de cortes, a ira social e finalmente a demissão do ministro da Economia, Domingo Cavallo, e depois a renúncia do presidente De la Rúa.
Diante desta situação, os países ricos preferem ''esperar'' para ver como evolui a situação, resumiu o ministério alemão de Finanças ontem. ''Temos que esperar'', declarou à France Presse o porta-voz do ministério, Thomas Gerhardt. ''É prematuro falar de uma eventual ajuda'', ressaltou o governo de Tóquio.
''A situação da Argentina é dramática. É uma crise econômica e financeira. É uma crise política e social'', declarou o ministro da Economia e das Finanças da França, Laurent Fabius.
A França se limita a manter contatos ''com as instâncias internacionais'' e seus sócios europeus, ''em particular para apoiar as soluções que permitam que a Argentina enfrente a situação'', destacou o ministro.
No momento os países ''observam a situação com muita atenção'', declarou um porta-voz do Tesouro britânico. ''O FMI trabalha com as autoridades argentinas e qualquer discussão eventual sobre um apoio financeiro deve ser realizada dentro do Fundo'', disse um porta-voz alemão esta sexta-feira, que declarou desconhecer a possibilidade de que o G7 tome uma iniciativa. ''O importante é que o FMI tem feito declarações e trabalhamos com ele'', informou o Tesouro britânico.





