Agência Estado
De Londres
Os principais exportadores de petróleo concordam com a necessidade de aumentar a produção mundial, mas a data e a quantidade precisam ainda ser definidas, informou ontem o ‘‘Financial Times’’. O jornal britânico diz, citando fontes de um dos principais países do Golfo, mas sem identificá-las, que há algum tempo o tema já vem sendo debatido na Opep. O aumento dos preços do petróleo, que quase triplicou desde o final de 1998 devido à forte redução de produção decidida pelos exportadores, faz temer uma alta da inflação, principalmente nos EUA. O México, que não faz parte da Opep, já se pronunciou a favor de um aumento na produção a partir de abril.
A Venezuela, único membro latino-americano da Opep, também manifestou-se favorável a controlar a alta dos preços. Esses dois países, além da Arábia Saudita, devem reunir-se no dia 2 de março, em Londres, para estudar a situação do mercado e, provavelmente, para tentar adotar uma posição comum para resolver o problema do preço do óleo. A meta seria reduzi-lo abaixo de US$ 30.
Apesar da forte alta no preço do barril de petróleo nos últimos dias, economistas-chefes de bancos e consultores estão mantendo as projeções deste ano para a balança comercial brasileira. ‘‘O preço do petróleo terá impacto limitado na balança’’, diz o economista-chefe do Banco Santander, Dany Rappaport. Segundo ele, a avaliação da instituição sobre o preço do petróleo mostra um impacto de US$ 540 milhões na balança, se o preço médio ficar até 25% acima do ano anterior. ‘‘Trata-se de um cenário até pessimista’’, diz.
A Petrobrás divulgou ontem um comunicado informando que o campo de Marlim, na Bacia de Campos, ultrapassou a marca de 400 mil barris de óleo por dia. Em produção desde 1991, Marlim é o maior campo de petróleo do Brasil, com reservas acima de 2 bilhões de barris. Responde, hoje, por 33% da produção nacional e 44% da produção da Bacia de Campos.
O segundo maior campo da área é Albacora, com a produção média diária de 140 mil barris. Na configuração atual, o óleo de Marlim é produzido através de 74 poços submarinos, interligados a seis unidades de produção flutuantes (plataformas ou navios).
Segundo a Petrobrás, nos próximos três anos, 64 novos poços e uma nova unidade de produção serão interligados ao sistema existente, elevando a produção do campo para mais de meio milhão de barris por dia em 2002.

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