Países produtores de aço condenam taxação dos EUA
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quarta-feira, 06 de março de 2002
Agência Estado 
São Paulo - Os maiores produtores de aço do mundo condenaram, de forma unânime, a decisão do presidente George W. Bush de taxar as importações de aço para proteger a indústria siderúrgica norte-americana. Os site dos principais jornais do planeta destacaram, desde as primeiras horas da manhã de ontem, a reação das lideranças mundiais contra as medidas impostas pelo governo norte-americano, que entrarão em vigor no dia 20 e se estenderão por três anos.
A União Européia, que ontem já havia ameaçado de levar o problema à Organização Mundial do Comércio (OMC), foi uma das primeiras a reagir e condenou duramente a decisão unilateral do Estados Unidos. O comissário de Comércio, Pascal Lamy, disse que as taxas de 8% a 30% sobre uma série de produtos siderúrgicos carecem de fundamentos legais e econômicos. Postura semelhante foi demonstrada pelo presidente pro tempore do Ecofín da União Européia e ministro espanhol de Economia, Rodrigo Rato, quem disse ser muito grave e equivocada a medida adotada pelos Estados Unidos.
O presidente da Associação Econômica do Aço, Dieter Ameling, disse que a UE precisa tomar suas próprias medidas para evitar que os produtores de aço do Leste Europeu e da Ásia inundem o mercado europeu. Para o ministro alemão de Economia, Werner Muller, o problema das empresas norte-americanas não decorre das importações, mas de uma falta de adaptação estrutural do setor nas últimas décadas.
Já a ministra de Indústria da Grã Bretanha, Patricia Hewitt, informou que não ficará de braços cruzados deixando que os EUA transfiram seus problemas sobre os países europeus. O ministro japonês de Economia, Comércio e Indústria, Takeo Hiranuma, lembrou que a taxa imposta pelos EUA prejudicará as exportações para o mercado norte-americano e o ministro de Comércio e Assuntos Externos da Coréia do Sul acrescentou que a medida brecará a já incipiente recuperação econômica do país.
De acordo com cálculos preliminares, a decisão norte-americana pode acarretar per das anuais de até US$ 400 milhões para a indústria russa.


