São Paulo -''Existem alguns cidadãos no mundo que você pode contaminar, e outros que não pode e eles são diferenciados pelo seu poder aquisitivo ou pela cor do seu passaporte'', disse o coordenador de políticas públicas para a América Latina e Caribe do Greenpeace, Marcelo Furtado, sobre a soja contaminada rejeitada pela China. Em entrevista à Agência Brasil, ele afirmou que isso é uma lição para as empresas multinacionais que estão agindo de maneira irresponsável e explicou como a 11 Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento, a Unctad, pode pressionar governos e multinacionais por alimentos de qualidade.
Segundo Furtado, o que as empresas fazem há muito tempo é ''ajeitar a casa'', um termo cunhado pela própria indústria. ''Quando é preciso completar a carga no navio, eles colocam sementes que normalmente seriam rejeitadas. A China está dando um sinal para essas empresas irresponsáveis, que estão tratando seu principal parceiro comercial desse jeito.''
Para Furtado as empresas não só deveriam ter um comportamento ético, mas também ''deveriam existir instrumentos legais internacionais que pudessem puní-los.''

mockup