Países íbero-americanos debatem crise argentina
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sexta-feira, 23 de novembro de 2001
Agência Estado<br>De Lima 
O aprofundamento da crise argentina, com a possível negativa do Fundo Monetário Internacional (FMI) à antecipação da parcela de US$ 1,6 bilhão prevista para dezembro, será discutido amanhã, a portas fechadas, entre o presidente Fernando Henrique Cardoso e seus colegas da Argentina, Fernando de la Rúa, do Chile, Ricardo Lagos, e do México, Vicente Fox. A iniciativa de tratar esse tema, entretanto, não partirá de FHC. O presidente deverá reforçar a mesma linha de ação adotada em suas recentes viagens à Europa e aos Estados Unidos e deixar clara sua intenção de não interferir outra vez em favor do país vizinho.
O encontro, durante um café da manhã, ocorrerá em paralelo à 11 Reunião de Cúpula Ibero-americana, que começará hoje na capital peruana. Segundo informou uma fonte do Palácio do Planalto, somente os presidentes estarão presentes, sem assessores. Eles deverão tratar ainda dos ganhos obtidos na reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) na semana passada, em Doha, e dos impactos da luta contra o terrorismo nas economias locais. ''A crise política e econômica da Argentina consumirá certamente boa parte do encontro'', afirmou. ''Mas o presidente Fernando Henrique se manterá calado.''
FHC também manterá uma posição discreta durante as discussões sobre uma possível menção de apoio à Argentina na declaração final dos 21 líderes dos países ibero-americanos, que será assinada e divulgada no sábado à tarde.


