O ministro da Economia da Argentina, Jose Luis Machinea, disse ontem que os países do Mercosul vão iniciar em janeiro de 2001 um processo de convergência de metas fiscais e inflacionárias. ‘‘Na próxima semana vamos nos reunir para conhecer as estatísticas comuns dos países’’, disse Machinea. ‘‘Planejávamos iniciar a convergência em março, mas decidimos antecipá-la para janeiro, e isso inclui metas de convergência de natureza fiscal, de dívidas e inflacionárias que ainda estão sendo discutidas.’’
Segundo ele, participarão do plano Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e, ‘‘em princípio, o Chile’’. Machinea disse também que o fato de o Brasil e a Argentina terem diferentes sistemas cambiais – flutuante e de conversibilidade, respectivamente – não representa um problema para a integração entre os dois países.
Machinea participou com o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, de um seminário promovido pelo Institute of International Finance (IIF). Ele concentrou seu discurso nos esforços do governo argentino para reduzir o déficit fiscal e garantiu que o país está iniciando um processo de recuperação. ‘‘A economia iniciou uma recuperação que será acelerada no último trimestre deste ano.’’ ‘‘Não vejo isso como o problema, o mais importante é a convergência fiscal, por exemplo.’’
O ministro Pedro Malan divergiu ontem, em Praga, do ministro argentino sobre a antecipação da convergência de metas do Mercosul. Segundo ele, o processo ‘‘deverá começar até março do ano que vem’’ e que inicialmente nao incluirá metas inflacionárias. ‘‘Nós estamos mais concentrados neste momento no aspecto fiscal da convergência’’, disse Malan.

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