Agência Estado
De Viena
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) confirmou na reunião de ontem que manterá os drásticos cortes na produção do petróleo pelo menos até março. A decisão pode encarecer o produto ainda mais para os Estados Unidos e Europa neste inverno. Durante o encontro semestral, ontem, com os 11 ministros do Petróleo dos países membros, a Opep optou por manter a produção 4,3 milhões de barris menor que nos últimos dois anos.
Os ministros esperam ver os preços aumentar em breve e mostraram preocupação em relação ao fornecimento mundial permanente. ‘‘Em razão do alto nível de reservas, a Opep reafirma seu compromisso com o acordo fechado em março de 1999 até o fim de março de 2000’’, dizia um comunicado oficial. A Opep vai rever as condições de mercado e agir para manter a ‘‘estabilidade do mercado’’.
O secretário-geral da Opep, Rilwanu Lukman, não mencionou a possibilidade dos membros manterem o acordo depois de março. Lukman disse também que os membros concordaram em participar de uma reunião de cúpula em Caracas, na Venezuela.
Uma das questões que deixou de ser discutida foi a sucessão de Lukman, que está renunciando ao cargo. A disputa pelo posto pode colocar em risco a solidariedade tão dificilmente alcançada pelos países membros. O representante do Irã na Opep, Hossein Kazempour Ardebili, disse que o Irã e a Arábia Saudita proporão suas respectivas candidaturas para cumprir mandato de três anos cada país.
Os países produtores também vão considerar a proposta da Venezuela de criar um mecanismo para manter uma banda de flutuação para o petróleo. Entretanto, os analistas consideram difícil administrar os valores da banda por causa da falta de informações a respeito do fornecimento do petróleo.
‘‘Enfatizo que o mercado ainda está frágil, o contrário do que os preços indicam’’, disse o presidente da Opep, Youcef Yousfi. Os países da Opep – Arábia Saudita, Irã, Venezuela, Emirados Árabes Unidos, Kwait, Catar, Nigéria, Líbia, Algéria, Indonésia e Iraque – produzem mais de 26 milhões de barris de petróleo cru, ou 35% da produção mundial.

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