O pedido de ajuda financeira feito pela Coréia do Sul ao FMI (Fundo Monetário Internacional) é o principal tema dos encontros de hoje do 5º Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico. Durante dois dias, líderes de 18 países devem debater as principais consequências e possíveis soluções para a crise global que afeta os mercados financeiros e que teve início no Sudeste Asiático. Entre os países participantes do fórum de Vancouver, o destaque deve ser dado à crise na Coréia do Sul. Na sexta-feira passada, o ministro das Finanças sul-coreano, Lim Chang-Yuel, confirmou que a Coréia pediu auxílio de cerca de US$ 60 bilhões ao FMI, o maior pedido feito desde a crise mexicana de 1995.
O país, segunda maior potência regional depois do Japão, vem sofrendo fortes ataques especulativos à sua moeda, o won. Esses ataques fizeram com que a moeda sul-coreana, que já perdeu cerca de 20% do seu valor desde o início do ano, ficasse ainda mais enfraquecida. Além disso, o país deve aproximadamente US$ 110 bilhões, sendo que a maior parte deve ser paga nos próximos 12 meses.
‘‘Nossa economia cresceu muito rapidamente o que deu origem a alguns problemas estruturais’’, afirmou ontem o presidente sul-coreano Kim Young Sam. Mesmo com status de maior potência da Ásia, o Japão também deve ser alvo dos debates de hoje. O grande problema do país é a dívida de suas instituições financeiras, que ultrapassa US$ 20 bilhões. A reunião anual da Apec começou na quarta-feira da semana passada. Durante os últimos cinco dias, Vancouver tem sido palco de encontro de homens de negócios do mundo inteiro. Mas as atenções estão voltadas para as reuniões que têm início hoje.
Entre os líderes presentes estão Bill Clinton, que chegou a Vancouver no sábado à noite, o presidente sul-coreano Kim Young Sam e o primeiro-ministro japonês Ryutaro Hashimoto. ‘‘A intenção desse encontro não é apenas discutir problemas e sim procurar novos caminhos para promover o desenvolvimento sustentado o que inclui, por exemplo, mais investimentos em tecnologia’’, afirmou anteontem o ministro das relações exteriores do Canadá, Sergio Marchi. As discussões sobre novos membros da Apec devem ficar em segundo plano durante o encontro de hoje. Outros 11 países, entre eles Peru, Colômbia, Equador e Panamá têm solicitado permissão para ingressar na associação, o que não deve ocorrer antes do final de 1999. O interesse por participar da associação é justificado. Os países membros da Apec representam 55% da renda total mundial e 40% do comércio internacional.
A Apec reúne Estados Unidos, Austrália, Japão, Coréia do Sul, Malásia, México, Nova Zelândia, Papua-Nova Guiné, Filipinas, Cingapura, Tailândia e Hong Kong, países responsáveis por uma renda anual de cerca de US$ 22 bilhões.

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