Brasília - O novo ciclo de desenvolvimento sustentável do país colocou o Brasil como um agente ativo no comércio internacional. A avaliação foi feita ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante solenidade de posse do novo presidente do Sebrae, Paulo Okamotto.
Em um discurso otimista, Lula afirmou que o País deixou de ser um agente passivo na economia mundial para se tornar um agente muito ativo. ''As pessoas estão acreditando que em nenhum momento nós brincávamos quando falávamos que o Brasil entrou em um novo ciclo de crescimento sustentável'', disse ao comentar que somente este mês já recebeu informações de investimentos superiores aos registrados em seis meses do ano passado. Esses investimentos seriam, segundo Lula, nos setores de infra-estrutura, siderurgia e mineração.
Como resposta aos críticos da política de comércio exterior adotada pelo governo, sobre a busca de parceiros comerciais não tradicionais, o presidente avaliou que o País não pode ficar dependente das duas grandes economias globalizadas, que são os Estados Unidos e União Européia.
Segundo Lula, a abertura de novos mercados obtida pelo Brasil nos dois primeiros anos de seu governo serviu para mostrar aos EUA e União Européia que ''nós não éramos tão dependentes como eles imaginavam''. De acordo com o presidente, no entanto, nunca foi intenção do governo brigar com os Estados Unidos. ''Seria quase como rasgar nota de cem dólares, já que eles são individualmente o maior parceiro comercial do Brasil'', afirmou.
Ele destacou ainda que também ''não seria louco de brigar com a União Européia sem lembrar a força que eles têm de duas mãos: a de investimentos aqui no Brasil e a de compras de produtos brasileiros''.
Amigo pessoal - O novo presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, disse ontem que os juros altos representam prejuízo para o andamento dos pequenos negócios, que precisam de investimentos. Okamotto, amigo pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ressaltou que não se pode ter apenas uma visão ''simplista'' sobre a questão, porque a taxa de juros deve ser usada pelo governo, também como instrumento de manutenção do controle da inflação.
''Não podemos ficar só chorando. Porque pior do que não ter recursos para investir é perdemos o controle da estabilidade econômica'', afirmou. Okamotto admitiu que seus contatos pessoais com o PT podem ajudar na condução das políticas para o setor da micro e pequena empresa.

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